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O samba, desde sua chegada ao Rio de Janeiro
pelas mãos dos migrantes baianos, foi recebido em casarões
das velhas “tias”, que preservaram costumes culinários, de
vestuários e musicais. O aparecimento das baianas em trajes
típicos remonta aos grupos africanos que foram traficados
para o Brasil. O turbante é muçulmano, os panos-da-costa e
as saias rodadas, sudanesas, e os colares são feitos de
figas-de-guiné. Assim, a ala das baianas tem a função de
remeter às origens afro-baianas do samba.
De saias
rodadas, turbantes (hoje cabeças chiquérrimas),
.pulseiras e colares... lá vem elas rodando pela quadra,
pela avenida, enchendo o ambiente de simpatia e harmonia.
Essas doces senhoras meninas, carregadas de simbologia,
representam o elo histórico entre o samba e as antigas
baianas. |